O Sol Na Boca

Falo, doutor. É que notei o imensurável contingente de pessoas, que possuem o sol na boca. Não estranhe, não é que a cidade esteja abarrotada desse tipo de gente, mas conforme os anos passam, doutor, os olhos crescem em riste para dar-se conta de tais, e esses tais pululam conforme tu percebe. Não sei se... Continue Reading →

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Cigana

Era a vez da quarta dançarina. Ana seria a sexta. O próximo bailado começaria concomitantemente ao silêncio da plateia, que após o ultimo, fora atingida num arroubo de assobios e palmas. Ao apagar a luz do palco, os assistentes apressavam-se da direita, carregando o cortinado e arranjando o décor pra próxima estrela, enquanto o entusiasmo dos presentes se esfarelava aos cochichos.

Último Café

Suas mãos... suas mãos tremiam. Não enquanto trazia o café para a boca. Não era tão perceptível assim, na verdade, ninguém perceberia. Mas, infelizmente, eu amava, e só o amar, te revela esse tipo de orquestra. Na volta, o pratinho encaixando na xícara, cantarolava como uma moedinha caindo no chão. Era tão encoberto, quanto meu... Continue Reading →

Quase Azul

No que diz respeito ao que encanta esse sol canta, grita e lhe dói a garganta! Fui jovial até o seu enterro Sol vermelho caiu laranja quando o verde perde a franja e do vento agora é o berro Crucificado contei três dias para sua volta Segundo já tão seco Que modesto frio não se... Continue Reading →

Coração Cachalote

Não é ruim repousar dentro de uma baleia. Não no verdadeiro sentido da palavra. Ruim? Não, baleia. Já aconteceu de despertar sonolento durante uma das suas viagens. Talvez, cutucara sua língua demasiado que assim, incomodada, começou a reclamar de quão seus pulmões já estivessem fartos de mar. Disse-lhe para subir e tomar um pouco de... Continue Reading →

Graciosa

Saudosa, procurava no ouvido o que lhe trazia nostalgia Silenciosa, amava o ruído de quem ria de alegria Graciosa, falava do sentido que a vida lhe fazia Audaciosa, entregava seu extrovertido coração para quem lhe sorria

Raposa Andarilha

Flotilha de raposas errantes navegam pela terra. Sem mochila e também sem amantes uma, alguma, sempre erra. Trilha o caminho para casa entre neve e deserto. Entre milhas, ela se perde e se atrasa, contemplando o que está perto... Andarilha! Na noite, breu, ela para encantada. Brilha forte, uma estrela no céu, durante sua caminhada.... Continue Reading →

Breve

O que há no tato Não é exato Como certamente Fazer contato De repente No abstrato da nossa mente O que há no sentido Quando esse Contido Não cesse Mas partido Viesse a ser compreendido O que há no instinto No olhar Não minto Do tocar Estar faminto E nesse sentir ser extinto

Certezze

Hai già avuto qualche certezza? Io no. Non ne ho mai avuta una. Sapete perché mi orgoglio sempre tanto del mio Dio? Perché è stato l'unico che mi ha dato la certezza di chi ero io: nessuno. In questo vasto mondo, perso tra i piccoli universi che affrontano e sconfortano il mio. Ho capito che... Continue Reading →

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